Avó e netos ampliam produção de peixes com o apoio do Senar/MS
Avó e netos ampliam produção de peixes com o apoio do Senar/MS

Em uma propriedade no interior de Jaraguari, reside Irene Rodrigues da Rosa, de 72 anos, que realizou um sonho antigo de ter um pedacinho de chão para chamar de seu e reunir a família no campo. O pequeno paraíso, apelido carinhoso criado pela produtora para o seu sítio, é onde os netos de Irene costumam se encontrar com a avó e ajudam no manejo da piscicultura, atividade que vem se desenvolvendo cada vez mais com o apoio do Senar/MS.
“O meu futuro é eu ficar deitada na rede e ver meus netos fazendo as coisas para mim e os meus peixes, com a ajuda do Senar/MS, produzindo, criando, mexendo e saindo para alimentar as pessoas.”
Essa é a história do Transformando Vidas desta semana, em alusão ao Dia das Avós, celebrado em 26 de julho. Confira:
Quando Irene se mudou para o sítio há 16 anos, o local tinha apenas uma casa antiga e muito mato ao redor. Com a ajuda de amigos e familiares, a propriedade foi tomando forma e se tornou o lar que a produtora tanto sonhava em ter um dia. A avó coruja conta que hoje tudo o que realiza no sítio é pensando em aproximar os netos da vida no campo e deixá-los felizes.
“Quando eu vim para cá, não tinha água e energia. Eu morei em um pedacinho de casa, mas eu fui feliz e ainda sou feliz. Tudo que a gente faz é pensando neles. ‘Para que eu vou fazer um tanque de peixe? Uma horta? Criar pintinho e galinha?’ É para os netos verem”, explica.
Por onde passa no sítio, Irene se recorda de momentos que viveu com os netos e das atividades que cada um gosta de fazer quando está na propriedade. “Eu amo ver as fotos que eu tenho dos meus netos no mangueiro tirando leite e com um bezerrinho na mão. Mãe duas vezes, como dizem. Eu amo meus netos, quando eles chegam aqui, o Carlos já vai para o tanque e a Mayara vai cuidar das galinhas.”
As lembranças também fazem parte da memória dos netos da produtora, que desde pequenos já acompanham a avó no dia a dia do campo. A neta caçula de Irene, Mayara Lopes, de 13 anos, descreve Irene como uma avó amorosa e que sempre recebe todos de braços abertos.
“Eu me sinto muito querida, porque eu sou a única neta, os outros são todos netos e eu sou a caçula. Minha avó é uma pessoa muito querida, gentil e humilde. Ela atende todo mundo, é a pessoa que fala: ‘eu tô aqui para o que você precisar’. Crescer aqui foi muito bom”, destaca.
Já o neto Carlos Eduardo Lopes, de 19 anos, começou a ajudar a avó aos seis anos de idade e aprendeu logo cedo sobre a importância do trabalho no campo. “Desde que me entendo por gente, eu sempre estive aqui. O trabalho no sítio ensina a não ter preguiça, ser mais independente e colocar a mão na massa. Uma das melhores recordações que eu tenho é vindo com os meus primos para cá e indo no rio com a avó. Eu devo tudo a ela”.
Com a chegada da pandemia em 2020, a piscicultura surgiu como uma alternativa para as perdas de hortaliças da estufa de hidroponia. Quando iniciou na piscicultura, Irene contou com a ajuda dos netos e realizou diversos cursos sobre manejo de peixes do Senar/MS.
“O Senar/MS foi um parceiro que nos deu segurança de poder contar com a instituição e ter uma garantia para se sentir tranquilo naquilo que estiver fazendo. Eu fiz vários cursos de peixes, gestão e de como administrar. Quando aparece o curso eu estou lá e, se Deus quiser, eu quero ampliar a produção.”
A atividade sempre foi a preferida de Carlos Eduardo, ele relembra que acompanhar o crescimento da produção ao lado da avó tornou o trabalho ainda mais especial. “Eu ajudei a fazer o tanque de peixes, colocar a lona, comprar ração e tratar, não medi esforços. A parte de mexer com peixe é a que eu mais gostava, é a que mais me encantava”.
Futuramente, Irene pretende expandir ainda mais a produção e espera deixar de herança para os netos tudo o que construiu ao longo desses anos. “A vida da gente em determinado momento gira em torno dos netos, e para mim eles são especiais. Eu gostaria que eles tivessem esse amor que eu tenho pela terra e por produzir alguma coisa aqui.”
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul - Ana Carla Souza* e Michael Franco
*Estagiária sob supervisão de Pamela Machado




















