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Produtores devem planejar alimentação do rebanho antes da seca para evitar prejuízos, alerta especialista

Produtores devem planejar alimentação do rebanho antes da seca para evitar prejuízos, alerta especialista

Produtores devem planejar alimentação do rebanho antes da seca para evitar prejuízos, alerta especialista Preparação antecipada reduz custos, preserva o desempenho dos animais e evita compra de insumos em períodos de alta nos preços
13/07/2026 - 13:30

Com a chegada do período seco em Mato Grosso do Sul, especialistas alertam que o planejamento da alimentação do rebanho é determinante para reduzir perdas na pecuária. A falta de preparo pode comprometer o ganho de peso dos animais, a produção de leite e os índices reprodutivos, além de elevar os custos da atividade devido à compra emergencial de suplementos e volumosos.

Segundo o supervisor de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Bovinocultura de Corte e especialista em nutrição de bovinos de corte do Senar/MS, Andrei Pereira Neves, a estiagem é um fenômeno previsível e, justamente por isso, deve fazer parte do planejamento anual da propriedade.

"A seca não é novidade. Todos os anos ela chega e, por isso, a palavra que o produtor precisa ter em mente é planejamento. Quem se prepara consegue atravessar esse período mantendo a produção e reduzindo impactos econômicos negativos", afirma.

Durante a estiagem, a redução das chuvas e das temperaturas diminui o crescimento das pastagens e reduz o valor nutritivo da forragem. Com menos disponibilidade de alimento e menor teor de proteína no capim, os animais aproveitam menos os nutrientes, refletindo diretamente na produtividade.

Para minimizar esses impactos, a recomendação é definir com antecedência as estratégias de alimentação, considerando as características de cada propriedade. Entre as alternativas estão o diferimento de pastagens, a produção de silagem, a implantação de capineiras e a suplementação estratégica, além do ajuste da lotação das áreas e da formação de reservas de alimento.

Outro ponto de atenção é o impacto financeiro de deixar o planejamento para a última hora. "O que acontece, muitas vezes, é que o produtor deixa para buscar feno, ração ou outros alimentos quando a seca já chegou. Nessa época, normalmente os preços aumentam. De última hora, nada planejado sai como esperado e o custo acaba sendo maior. O principal é começar a se preparar antes, organizando o manejo do capim e formando uma reserva de alimento para chegar ao período seco com mais segurança", orienta.

O especialista destaca que não existe uma solução única para todas as propriedades. A estratégia mais eficiente depende de fatores como categoria dos animais, objetivo da produção, disponibilidade de mão de obra, infraestrutura e capacidade de investimento.

"Quando o produtor planeja o manejo, organiza a alimentação dos animais e utiliza a suplementação de forma estratégica, a estiagem deixa de ser um problema inesperado e passa a fazer parte do planejamento da propriedade. O importante é escolher a ferramenta que melhor atende à realidade de cada sistema de produção", conclui.

As orientações foram apresentadas durante uma edição do Senar On, programa de capacitação técnica do Senar/MS. A íntegra da transmissão está disponível no canal oficial da instituição no YouTube para consulta dos produtores rurais. Clique aqui para confeirir. 

Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul -  Evelyn Thamaris